O retorno da Electronic Ars para os jogos de guerra está com data marcada: 12 de outubro. O jogo está em desenvolvimento por dois estúdios, o EA Los Angeles, encarregado pela campanha solo (que trabalhou nos jogos anteriores da série); e a Dice, que está terminando o modo multiplayer (a mesma empresa da franquia Battlefield). Durante a E3 pudemos ver como anda o trabalho dessa última, que já nesse primeiro parágrafo é possível dizer: O jogo está muito bom.
A história do jogo se passa nos dias de hoje e vai mostrar como o grupo secreto “Tier 1 Operators” atuam no Afeganistão. São poucos os soldados escolhidos para entrar nessa elite do exército americano e a missão deles é simples: nunca falhar em uma tarefa. Comandados diretamente pelo comando de operações especiais (Special Operations Command), os jogadores vão ter que enfrentar o terror que os soldados da vida real encaram no dia a dia. Claro que a ficção vai longe, mas a história não foi o foco da EA na feira, mas sim o modo multiplayer que foi exibido em seu enorme estande.
À primeira vista, Medal of Honor é idêntico aos jogos da série Call of Duty, porém a Dice está se esforçando para deixar o modo multijogador com uma cara inédita. Na demonstração que estava disponível era possível escolher uma entre três classes de soldados para entrar na guerra. O Rifleman, que empunha uma metralhadora e um lança-granadas, o Scout, que possui em seu armamento um lança foguetes e o Sniper, que como é de se imaginar, tem entre seus equipamentos um rifle de precisão.
Foram apresentados três tipos de modos de jogo, o Team Deathmach, Missions e o Free For All. Os dois primeiros são bem básicos você deve conhecer de outros modos de jogo. O cenário é uma cidade afegã destruída pela guerra, enquanto no modo Missions a tarefa dos soldados do Tier 1 é destruir pontos-chave do cenário, já os amigos de Bin Laden devem proteger o local das investidas americanas.
A ação é frenética e mesmo o jogo abusando dos tons cinzas, o game consegue passar o desespero de estar em uma guerra. O importante é não vacilar, Medal of Honor não é lugar para dar mole, pois bastam poucos tiros em seu soldado para que ele caia no chão. Assim como em Modern Warfare, o jogador vai ganhando pontos de experiência em cada soldado derrubado. Quando um certo número é alcançado, ele pode escolher entre dois “poderes” especiais que vão ajudar no combate. Esse valor é alterado conforme o ataque, por exemplo, você ganha 10 pontos ao matar um inimigo, mas se o disparo for na cabeça serão 15, caso seja um inimigo que tenha eliminado seu soldado no turno anterior, ganha-se mais cinco pontos por “vingança”, e por aí vai.
Quando 40 pontos são acumulados é possível escolher se quer um radar que mostra a posição dos inimigos ou se quer fazer um ataque aéreo em um ponto do mapa. Ao alcançar os 100 a escolha fica entre um míssil de precisão ou um tanque de guerra. É difícil não lembrar dos Perks do game da Activision, mas segundo os representantes da empresa, o pessoal da Dice escolheu usar equipamentos razoáveis e que existem nos dias atuais e sem armas super poderosas que podem acabar com os soldados aliados, como acontece em Call of Duty. O sistema de recuperação de dano é mais longo, fazendo com que o jogador pense muito bem antes de sacar o seu rifle para enfrentar uma hora da equipe inimiga, afinal, ele não é à prova de balas.
O game também utiliza um sistema de recompensas. Com a experiência acumulada nas batalhas o seu soldado vai ganhando níveis que liberam novas armas e equipamentos para usar no combate. Mas, mais uma vez essa “novidade” remete ao game imortalizado pela Infinity Ward, que fez isso já em Call of Duty 4. Porém o que fica bem claro aqui é que a Electronic Arts está disposta a voltar com tudo para os jogos de guerra dos tempos atuais com um sistema de jogo muito bom que mantém a adrenalina em alta o tempo todo.
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