Dossiê: Blizzard Entertainment



O sucesso Diablo II fez dez anos de lançamento na última semana. O game foi um dos marcos da história da empresa fundada em 1991 com o nome de Silicon & Synapse, e que teve entre seus maiores sucessos The Lost Vikings (para computadores Amiga, DOS, Mega Drive e Super Nintendo) e Rock n'Roll Racing (de 1993, para SNES e Mega Drive). Em 1994, a produtora foi reformulada e passou a se chamar Blizzard Entertainment. Ainda no mesmo ano, chegava ao mercado Warcraft: Orcs & Humans, um dos pioneiros no gênero de estratégia em tempo real e principal responsável por levar o estúdio a figurar entre as grandes potências da indústria dos games. No finalzinho de 1996, era a vez de Diablo dar as caras.

A série Diablo

Em Diablo, o jogador assume o controle de um feiticeiro, uma arqueira ou um guerreiro — cada um com atributos próprios de magia, destreza e força. O objetivo é dar um fim às investidas do Senhor do Terror Diablo à Tristram, onde se passa a aventura. A trama se desenvolve pelas cavernas e labirintos subterrâneos da cidade até chegar ao próprio inferno.

O jogo possui um sistema de evolução de personagem em níveis semelhante ao de um RPG, mas a ação toda acontece em tempo real. A variedade de itens e lugares secretos é enorme, e o jogador pode levar até 150 horas para desvendar todos os segredos.

No multiplayer, a ação ocorria no modo cooperativo para até quatro jogadores na mesma sala — Diablo marcou a estreia da pioneira entre as redes de jogos online, a Battle.net. O serviço era totalmente integrado à interface do game e servia para encontrar parceiros para a jogatina, mas os servidores ainda não eram dedicados — um jogador sempre precisava ser o "host" da partida e os outros participantes se conectavam a ele. Já em 1998, a Battle.net incorporou um sistema de ranking, utilizado em Starcraft.

O sucesso de Diablo rendeu um pacote de expansão (Hellfire, lançado em 1997) e a inevitável sequência, que chegou na metade do ano 2000. Diablo II trouxe melhorias ao esquema já conhecido da primeira versão, com novas opções de habilidades para os personagens e a possibilidade de combinar itens para formar novos equipamentos e armas. A fórmula deu certo de novo, e Diablo II vendeu mais de 4 milhões de cópias em pouco mais de um ano de mercado.

Em junho de 2008, a Blizzard anunciou Diablo III. Desta vez, o mundo será todo interativo, com possibilidade de destruir objetos e abrir novas passagens pelos cenários. Os jogadores poderão escolher entre cinco classes, incluindo o bárbaro (introduzido na expansão de Diablo II) e o inédito monge (especialista em luta corporal, em um estilo parecido com o do paladino). O lançamento está previsto para 2011, apenas no PC e Mac.

O sucesso dos games da Blizzard para computador permitiu que a empresa voltasse a se aventurar por um breve período no mundo dos videogames de mesa.

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